Quando a crença religiosa pessoal do presidente interfere na política de saúde pública

Em todos os jornais e websites publicações aterrorizadas com o pronunciamento do presidente do Brasil Jair Bolsonaro, que sugeriu ao país fazer Jejum para combater o Coronavírus.

O presidente se esquece que apenas uma pequena fração da população Brasileira é extremista fanática religiosa e que para a grande maioria dos Brasileiros, este tipo de irracionalidade apenas comprova sua desqualificação para o cargo que lhe foi concedido.

Fome não é saudável

Para que pessoas possam de qualquer forma ter um sistema imunológico mais saudável e resistente ao vírus, evitando mais mortes em caso de contágio o correto é buscar ter uma dieta alimentar de qualidade. Quanto melhor alimentado estiver o indivíduo, mais capacidade seu corpo terá de se defender.
A sugestão do presidente Bolsonaro para um país com uma população que já sofre de fome, onde a miséria somente aumentou durante sua gestão, é muito mais ofensiva que o discurso do presidente Boliviano que comia escondido enquanto dava discurso para uma população faminta. Bolsonaro consegue superar as expectativas negativas, pedindo ao povo que já passa fome cotidianamente a abdicarem de comer por um dia.
Em momento nenhum o presidente se sensibiliza com a fome do povo, nem mesmo se preocupa em assegurar que o povo tenha uma alimentação saudável, que é o que garante um organismo saudável e um cérebro bem nutrido para tomar decisões boas e até mesmo para conseguir aprender, pelo contrário, o fanatismo extremista religioso é a única influencia para tal tipo de proposta presidencial.

A influência negativa da religião na política

Desde o início das campanhas eleitorais, quando Bolsonaro decidiu usar um slogan Nazista em sua campanha, "Deus acima de todos", muitos não acreditavam que o presidente pudesse de fato colocar o fanatismo extremista religioso na frente da sua responsabilidade como presidente. Apesar dos fortes indícios de que o Bolsonaro estaria fazendo de tudo para agradar á um público evangélico, que são pessoas em muitos casos de baixo poder econômico, pouca escolaridade e acostumados a serem explorados por pastores, muitos ignoraram sua proximidade com figuras polêmicas da esfera de extremistas religiosos no Brasil como o Pastor Silas Malafaia, o Pastor Edir Macedo, e até mesmo o Pastor Marco Feliciano entre outros. Estes pastores ficaram conhecidos pelo seus posicionamentos extremistas, pregando ódio a uma grande quantidade de pessoas, gerando polêmicas para toda e qualquer tipo de aceitação social para quem não é fanático como eles. Ganharam notabilidade na imprensa não por trazerem razão, nem coerência, muito menos mensagens de amor ou tolerância, muito pelo contrário, foram justamente atitudes e falas de ódio, de intolerância, de absoluto desconhecimento científico e de pura insensatez que os fizeram ser notados.

Agora mais que nunca os Brasileiros pagam o preço alto por se deixarem enganar pelos pastores evangélicos que ganharam fortuna ás custas de desinformação, exploração de pessoas desinformadas, mentiras e distorção da verdade. Com um presidente eleito que acredita, ou quer fazer que os outros pensem que ele acredita, nas idéias absurdas do fanatismo religioso, mesmo frente um mundo inteiro de informações e dados que há muito tempo provam que as histórias bíblicas são apenas lendas e mitos. Muitas baseadas em outras mitologias da época, e todas criadas por pessoas que jamais estiveram realmente na presença ou conheceram o personagem central, Jesus de Nazaré. O presidente Jair Bolsonaro ignora completamente todas as informações, todos os especialistas, todas evidências, todos os mortos, e aposta sua carreira já vergonhosa como político há 3 décadas, em mandingas e simpatias, colocando em risco a vida de milhares de pessoas no pais.

 

Gandhi ao Contrário

O presidente Bolsonaro é o que se pode chamar de Gandhi ao contrário. Enquanto Gandhi fez greve de fome para chamar atenção para uma índia desunificada, o presidente Jair Bolsonaro sugere á um Brasil em desespero que o povo sinta fome.

Brasil combate dois enormes problemas ao mesmo tempo

Enquanto outros países estão lutando com todas as forças, todas as entidades, políticos, empresas, médicos, e o povo contra o coronavírus, no Brasil o povo precisa combater os absurdos que são provenientes do presidente Bolsonaro.
Suas declarações se tornam cada vez mais nitidamente fora da realidade e para quem tinha dúvidas que ele era uma pessoa lunática, talvez agora, através de exames psiquiátricos possa ser comprovado sua incapacidade de governar. A demonstração completa de incoerência, falta de inteligência, fixação em causar dor e sofrimento, total desconexão com a realidade, mostram o verdadeiro Bolsonaro para o mundo, coloca o Brasil em um ambiente de insegurança total em meio a talvez uma das maiores crises epidêmicas do século.