Pesquisa revela o que há "do outro lado" da Via Láctea.

Um estudo publicado na revista "Science" utilizou ondas de rádio para revelar detalhes do braço espiral de Centaurus, no lado oposto a nós da galáxia. No estudo, a equipe liderada por Alberto Sanna, pesquisador do Instituto Max Planck, traçou os movimentos de moléculas de metanol e de água em uma região de formação de estrelas de alta massa. Foram utilizados os radiotelescópios do VLBA (Very Long Baseline Array), localizados nos EUA.

"Estas medidas nos permitem lançar luz sobre a estrutura espiral da galáxia, localizando Centaurus à medida que [esse braço] passa pelo lado oposto da Via Láctea", dizem os pesquisadores no estudo. Com essas medições, foi possível também validar um método para determinar distâncias nesta região.

O local estudado pelos pesquisadores está a 30 mil anos-luz do Sol --o diâmetro total da nossa galáxia é de cerca de 100 mil anos-luz.

As observações sugerem que o ângulo de inclinação do braço espiral (uma medida de quão apertada a espiral é) pode variar ao longo do seu comprimento. Para checar os dados, os pesquisadores utilizaram o fenômeno da paralaxe -- o movimento aparente de objetos distantes, um efeito da órbita da Terra ao redor do Sol que auxilia na determinação de distâncias entre estrelas.

Fontes de água existem em outros lugares na Via Láctea. Uma nuvem gigante de vapor d'água está presente na nebulosa de Órion, cerca de 1.500 anos-luz distante do Sol. As fontes de água podem ajudar a explicar a origem da água no Sistema Solar.

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