OPINIÃO 30 ANOS APRESENTA MV BILL

MV Bill é, para muitos, o que há de mais valioso no hip hop nacional. E o rapper carioca, conhecido como a voz da periferia, estará no palco do Opinião, no dia 9 de maio. O show, que terá como base a coletânea “Retrato”, recém lançada, fará um apanhado de toda a carreira do cantor e ativista social, que tem no currículo cinco discos de estúdio e uma porção de outros trabalhos. Além dos sucessos “Estilo Vagabundo”, “Junto e Misturado” e “Soldado Morto”, MV Bill deve ter em cena uma acompanhante de luxo. A sua irmã Kmila CDD vai dividir o microfone com ele, assim como já havia feito no último disco de inéditas do cara, “Causa e Efeito”, de 2010. Como o próprio rapper diz, “todo mundo tem um lado que ninguém conhece”. E o seu show, justamente por isso, será mais uma vez único e imperdível.

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MV BILL

 

Alex Pereira Barbosa, ou MV Bill, é filho de Mano Juca, bombeiro hidráulico, e de Dona Cristina, dona de casa. Nasceu no conjunto habitacional Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, onde mora até hoje. Bill é um apelido de infância, referência ao desenho “Rato Bill”. O MV apareceu por volta de 1991, quando escutou pela primeira vez o Public Enemy e leu as biografias de Malcolm X e de Zumbi dos Palmares.

A partir daí, passou a conscientizar os moradores de sua comunidade, através do rap. Algumas senhoras evangélicas, ao verem como o cantor transmitia a mensagem e suas críticas aos problemas sociais, batizaram-no como Mensageiro da Verdade. Em 1993, ele participou da coletânea “Tiro Inicial”, que revelou talentos do rap nacional como Gabriel o Pensador. Em 1998, lançou  o disco “CDD Mandando Fechado”, cujas músicas são baseadas em fatos reais ocorridos em sua comunidade. Um ano depois o álbum foi remasterizado, acrescido de três faixas e relançado com o título “Traficando Informação”.

Com produção de Ice Blue, o disco apresentava as inéditas “De Homem pra Homem”, “Soldado do Morro” e “Sem Esquecer as Favelas” e fez muito sucesso. No mesmo ano, exibiu seu primeiro videoclipe, “Traficando Informação”. Sua participação no Free Jazz Festival marcou seu nome definitivamente no cenário nacional. Em dezembro de 2000, lançou o clipe “Soldado do Morro”, que mais do que um vídeo, é um documentário sobre o trabalho infantil a serviço de traficantes, retratando de forma crua o cotidiano da favela.

Embora já tenha recebido uma série de represálias e acusações de apologia ao crime, MV Bill até hoje o apoio de personalidades da música e adeptos do movimento que conhecem o seu trabalho social. Ela também já conquistou o troféu de destaque do rap nacional em 2001. No ano seguinte, o álbum “Declaração de Guerra” ampliou a estética do hip hop, incorporando mais elementos da música brasileira. Canções como “Marginal Menestrel”, “Dizem que Sou Louco” e “Mina de Fé” são os principais exemplos do que é o legado de MV Bill para o hip hop nacional.

Referência comunitária e personagem midiático, MV Bill é o símbolo de um discurso político que faz da crônica musical das guerras nas favelas brasileiras o ponto de partida de uma fala urgente sobre discriminação e cidadania. Ele canta a realidade brasileira, resgatando a cultura negra e conscientizando a periferia. Além da batida forte e seca do hip hop que denuncia a violência, ele apresenta músicas surpreendentes e dançantes. O seu último trabalho se chama “Retrato”, foi lançado no ano passado e reúne os seus principais sucessos, como “Junto e Misturado” e “O Bagulho é Doido”, além de novos remixes. E é exatamente tudo isso o que estará no palco do Opinião.

 

MV BILL

Onde:

Opinião (Rua José do Patrocínio, 834)

Quando:

9 de maio, quinta-feira, a partir das 23h

Classificação:

16 anos

Ingressos:

Pista – 1º lote: R$ 30

Pista – 2º lote: R$ 40

Pista – 3º lote: R$ 50

 

Pontos de venda:

Lojas Multisom: Shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Andradas 1001, Canoas Shopping, Bourbon São Leopoldo, Bourbon Novo Hamburgo e Bourbon Wallig.
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