O Reality do Story Telling sensacionalista da comunicação

Quem trabalha com comunicação entende a realidade do Story Telling como parte fundamental em qualquer elemento de entretenimento. Não é a toa que programas que lidam com realidade, com situações, até mesmo estes de pegadinhas que fazem sucesso não só na televisão, mas também na Internet, fazem muito sucesso e com frequência estas inserções acontecem em horários nobres.

Em busca de audiência as vezes parece que uma certa ética da comunicação é quebrada, neste sentido, qualquer bobagem e até mesmo coisas que idiotizam os telespectadores é exibido. As vezes é de questionar onde está a busca pelo bom exemplo, pelo final feliz e por demonstrar o lado bom da humanidade da solidariedade, da amizade, do amor entre as pessoas?

Um dos grandes desafios da comunicação é conseguir ser entretenimento sem ser sensacionalista. Sem apelar para tragédias, para humilhações. Infelizmente se torna muito fácil apenas comunicar tragédias, exibir a vida alheia como se fosse banal.

O sketch abaixo do Porta dos Fundos mostra um pouco desse lado vampiro, voyeur da desgraça alheia, onde existe público que gosta de assistir uma pessoa ser coordenadamente por um grupo grande de pessoas a ser posta muitas vezes em uma situação ou humilhante, ou de fragilidade, para ter as suas emoções capturadas ajudando no story telling da vida daquela pessoa.

É importante lembrar que cada um programa destes tem algum tipo de roteirização, seja no perfil dos participantes, na estrutura, no desafio, ou até mesmo no planejamento completo da situação.

Onde se encontram os exemplos bons, as conquistas? Assistam o vídeo muito divertido abaixo e reflitam.