O discurso vazio do extremismo religioso

O mundo vive atualmente uma crescente onda de extremismo religioso. Não é de agora que religião se torna motivo para disputas diversas.
O problema maior se encontra no momento em que as crenças extremistas começam a adentrar a política em um cenário global, mudando legislações e em consequencia, a vida das pessoas que se encontram dentro daquela fronteira, independente de concordarem ou não das crenças.

Falas que mencionam uma visão extrema geralmente acabam se tornando ataques, mesmo que desfarçados sobre a bandeira da religião, a grupos de pessoas. Sejam mulheres, sejam pessoas com deficiências, sejam pessoas LGBTQI, sejam pessoas de cores de pele diferentes, sejam pessoas de crenças diferentes, sejam pessoas que discordam a partir de dados comprovados sobre as propostas e visões propostas pelos extremistas.

Devido ao fato do mundo inteiro desde sempre ter de lidar com a religião, pois é um sistema que vem sendo utilizado para induzir as massas a mais de milênio, se torna evidentemente muito complexo adentrar nos diversos detalhes que tornam implauzíveis as porposições religiosas extremistas que acabam surgindo na política e em alguns lugares tomando forma de leis. Onde isso aconte, grupos específicos acabam se tornando alvos, outros acabam perdendo direitos, e assim, um retrocesso enorme acaba acontecendo nessas regiões, resultando em aumento de desigualdade, sofrimento e em muitos casos, tortura, assassinatos e todo tipo de violência física e moral.
Se por acaso uma das pessoas alvejadas está em uma das regiões onde é repentinamente aplicada uma lei proveniente de crenças religiosas extremistas, esta pessoa pode acabar sofrendo todo tipo de abuso, perda de todo tipo de direito, inclusive o direito de viver.

Por se tratar de religião, e ser um assunto completamente Tabu, muitos políticos fazem questão de se posicionar como respeitadores destas crenças, enquanto que outros, fazem questão de se posicionarem como parte destes pensamentos extremistas. Raramente vemos alguém realmente erguer a bandeira da lógica pura e questionar o fundamentalismo religioso com dados, e assim, impedir seu avanço na sociedade, o que deveria de ser esperado de representantes da população.
Seja por medo das consequencias de emitir questionamentos que poderiam colocar em cheque mate uma crença, e por isso, ser perseguido, como tantos já foram e acabaram mortos das maneiras mais obscuras, seja por oportunismo, achando que por ser representante e integrante de um movimento radical, estará livre de perseguições e seguro, onde também já vimos ao longo da história que todos que se radicalizam, em algum momento acabam pagando um preço. o problema está em não haver proativamente, dentro da política, pessoas que tem a coragem de desafiar a crença no sobrenatural usando o conhecimento científico.

Quanto mais tempo passar e mais tempo o radicalismo religioso se mantiver como uma forma plausível de enxergar o mundo, mais tempo irá levar para que a humanidade consiga como um todo evoluir para uma existência pacífica, com equilibrio social e conhecimento real.

É muito fácil se esconder atrás de uma crença para se beneficiar da ignorância dos outros e essa visão parece ser muito atraente para pessoas que buscam o poder. Talvez a política não seja o caminho para combater este enorme problema, mas isso é um problema pois é através da política que leis e a gestão do mundo se dá.
Se dentro da política não se pode combater o extremismo religioso, se torna muito difícil conseguir impedir que o estrago que é causado por crenças divisionárias e castigativas seja de fato substituido por liberdade e colaboração entre todos.
Se não houver colaboração e portanto aceitação de fatos que ajudam a nortear o destino da humanidade, será impossível ter um futuro próspero apenas baseado nos argumentos amplamente comprovados falsos sobre a visão de lidar com o mundo que vem sendo proposto pelos extremistas religiosos.

Talvez o problema real também seja entender e identificar onde e quem são os extremistas, pois a medida que uma fala se torna amplamente repetida, muitas pessoas começam a se acostumar com a ideia, mesmo ela sendo absolutamente absurda.
A forma controladora que as religiões exercem sobre as liberdades das pessoas é algo que deveria ser imediatamente identificado, porém, não vemos isso acontecendo na sociedade. As pessoas se esquecem de questionar, assim como a crença de comer mamão e tomar leite pode causar problemas, as pessoas simplesmente não questionam, mas aceitam como se fosse verdade, quando na realidade não é.