Meteoro lança resumão sobre participação de Mandetta na CPI da Covid

A CPI da Covid é um processo importante a ser realizado no Brasil, pois ao que tudo indica, houve intenção por parte de alguns responsáveis (ou irresponsáveis) de impedir as medidas corretas de isolamento social, e até mesmo de compra e implementação de um sistema de cuidados e tratamento para pacientes, resultando em milhares de mortes.
A falta de testagem, a falta de acompanhamento por parte das autoridades, de comunicação enfática em relação aos cuidados, educando a sociedade, e preparando a sociedade para o problema, o que se viu em muitos casos nos comunicados do governo foi a minimização dos riscos severos da contaminação por Covid-19. Um dos maiores minimizadores foi o próprio presidente Jair, que desde o primeiro ano eleito, nem partido tem mais.
Mandetta foi o ministro da saúde no Brasil durante os primeiros meses da gestão de Jair Bolsonaro, foi através da gestão dele que os médicos de Cuba foram mandados embora, diminuindo assim na equipe médica tão necessária no Brasil. Uma ação claramente político-ideológica, pois toda retórica do governo eleito, durante a campanha das eleições, se pautava em cima de um inimigo fantasioso, criado e utilizado para mobilizar pessoas desinformadas a votarem no Jair, o Comunismo. Como os médicos eram de Cuba, um país dito como comunista, então, a expulsão deles foi simbólica e viria a se provar um enorme erro no futuro muito próximo.

Apesar de compor o governo no seu início, Mandetta foi um dos ministros que acabou sendo exonerado do cargo pelo presidente Jair, o motivo foi por divergências de como lidar com a pandemia no Brasil, como Mandetta trabalhava para buscar seguir as orientações da Organização Mundial da Saúde, em um momento em que a ciência mundial sabia ainda muito pouco sobre o vírus. De qualquer forma, Mandetta buscou fazer a testagem, e também se colocou a realizar diversas coletivas de imprensa para conseguir que as informações fossem disseminadas pelos veículos de comunicação, uma vez que, oficialmente pelo governo federal, não havia nenhuma informação ou instrução sendo dada para a sociedade.

O depoimento de Mandetta, apesar de para muitos parecer raso, pois certamente ele deve saber muito mais elementos que podem prejudicar o governo, revelando seus podres e suas artimanhas que possívelmente resultaram em milhares de mortes, Mandetta foi pontual com relação a algumas revelações que são consideradas bastante graves.
Apesar de serem horas intermináveis de audiência, o Meteoro fez um resumão muito interessante e citou alguns dos pontos mais importantes com relação ao depoimento de Mandetta.

Um dos pontos altos da matéria é que Ciro Nogueira do PP, além de tentar atrapalhar o andamento da CPI, leu uma pergunta que teria sido enviada errôneamente para o próprio Mandetta por equívoco, e posteriormente apagada, e estava sendo lida pelo Ciro Nogueira, o que significa que o Ciro Nogueira está apenas de corpo presente, mas que não tem pensamento próprio e ação própria sobre a questão. Tão desinformado possívelmente, que nem sequer teve condições de reformular a pergunta ou se aprofundar no assunto.
Ficou claro que Ciro estava apenas representando, palavra por palavra, o que lhe foi mandado questionar. Isso faz evidentemente todos questionarem qual a utilidade de uma pessoa, eleita pelo povo para trabalhar, não conseguir fazer nem o básico do seu trabalho, nem dentro da CPI nem como representante do governo.

Outro absurdo que foi revelado é que o presidente avaliou modificar a bula da Cloroquina, para incluir que serveria como tratamento precoce para o Covid-19, e isso é muito grave. A motivação principal do presidente era e ainda é até hoje, provávelmente, de tentar se livrar do máximo do estoque deste medicamento que ele gastou milhões do dinheiro do povo para adquirir e que se provou absolutamente ineficiente ao tratamento, e em muitos estudos realizados, demonstraram inclusivo que o tratamento "precoce" com uso da Cloroquina prejudica a saúde dos pacientes que realizaram o tratamento, dificultando a recuperação caso infectado. O caso é grave e apesar de até o momento deste post não haver revelação de quem redigiu o texto, esta pessoa terá de ser identificada e a CPI está ai para fazer justamente isso.

Mais grave ainda é a situação em que orgãos de saúde começam a demonstrar através de estudos que o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, estava institucionalmente investindo na "imunidade de rebanho" sem entender exatamente como isso funciona, se baseando apenas na premissa de que se grande parte da população contrair o vírus, o povo ficaria imune, porém, a imunidade de rebanho se dá através da vacinação, quando a maioria do rebanho está vacinado, o rebanho se torna como um todo imune.
Se comprovado que o presidente intencionalmente agiu para assegurar a contaminação das pessoas, o crime é gigantesco, é um crime contra a humanidade. Enquanto muitos podem chamar de genocida o presidente Jair Bolsonaro, a realidade é que genocídio tem um alvo, um grupo de pessoas a serem mortas, e no caso da pandemia, Jair Bolsonaro estaria incentivando a morte inadvertidamente, de todo tipo de pessoa. É algo gravíssimo e assustador pensar que alguém poderia fazer isso.

Para quem quiser assistir na integra o depoimento de Mandetta na CPI, o vídeo está abaixo.