Meninas do Pussy Riot sofreram 'exames ginecológicos forçados' diáriamente na prisão

Após quase 2 anos presas por cantar uma música sobre o Vladimir Putin na principal cathedral de Moscow as mulheres do Pussy Riot estão de volta a ativa. Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova sairam da prisão e garantem dedicar suas energias para modificação do sistema político Russo e melhorar as condições dentro das prisões.

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Ao sair da prisão, ela gritou "Russia Sem Puttin!".

Em entrevista por telefone para o The Guardian, Alyokhina disse que a dupla foram soltas como parte de uma amnestia anunciada semana passada e que agora planejam lançar um projeto para lutar pelos direitos dos detentos no sistema carcerário russo.

"Nós vamos criar programas muito especiais, e coloridos para defender outras mulheres inocentes nas prisões da Russia que estão sendo tornadas escravas neste momento", disse Alyokhina, onde também relatou que planeja voar para a Siberia e econtrar sua outra colega de banda.

Tolokonnikova confirmou que ambas pretendem se encontrar em breve para discutir o novo projeto "Russia é construída ao lado das linhas de um campo de concentração neste momento, então é importante mudar os campos de concentração para poder mudar a Russia"- ela disse - "tudo está apenas começando, então apertem os seus sintos".

Alyokhina descreveu seu tempo na prisão como um período de "intermináveis humiliações", incluíndo exames ginecológicos diários por três semanas.

Ela disse- " Eu decidi me tornar uma ativista dos direitos humanos quando eu perccebi como é fácil os oficiais tomarem decisões e obrigarem mulheres a serem examinadas nas partes mais intimas de seus corpos. Os oficiais Russos não podem ficar impunes, eles não podem ter este tipo de poder absoluto sobre nós".

Zona Svetova, uma integrante da Moscow Public Oversight Comission visitou Alyokhina na cadeia de Moscow e confirmou que ela teria sido submetida a repetidas "buscas intimas".

"Detentas chamam de 'se deixar atraves pela cadeira" - faz parte do processo de revista. Esta é a coisa mais humiliante para qualquer mulher. Eu não tenho certeza quantas vezes ela passou por isso - Eu acho que cada vez que ela teve de sair da prisão para ir ao tribunal. - Svetova disse.

As dus mulheres foram soltas como parte de uma anistia iniciada pelo Putin e apoiada pelo Parlamento, que coincide com o 20º aniversario da constituição Russa. As mulheres foram qualificadas porque elas tem crianças pequenas.

Slyokhina disse para a televisão Russa que se ela tivesse podido escolher, ela teria cumpprido sua sentença na Integra, pois acabaria em março.

"Isto não é anistia, isto é um Hoax e uma jogada de marketing" - ela disse. Tolokonnikova convocou aos paises para boicotarem as olimpiadas em fevereito em protesto ao regime Russo.

Alyokhina disse que sua liberação parecia mais uma operação secreta do que um ato de humanismo. Ela foi acordada e informada que estava livre, mas os oficiais da prisão embrulharam suas coisas sem deixar ela mesma decidir o que ela queria trazer ou deixar para suas amigas na prisão e nem teve chance de se despedir. Ela foi deixada em uma para de trem em Nizhny Novgorodcom seu passaporte mas sem dinheiro algum, ainda em seu macacão da prisão com seu nome e número de prisioneira.

 

Tolokonnikova foi transferida de Mordovia para a prisão de Krasnoyarsky. A prisão de Mordovia é conhecida por sua tradição "soviética". No inicio do ano ela fez uma greve de fome por causa das condições do local e escreveu uma carta pública descrevendo condições de escravo em trabalho forçado e punições eram sádicas. Em sua liberação ela disse que vai trabalhar para ter a diretoria da prisão de Mordova demitida.

E pela quantidade que temos visto de problemas vindos diretamente da má e absurda administraçãode Vladimir Puttin, ele não perde por esperar durante as olimpiadas.

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