Justiça Divina e o Livre Arbítrio provavelmente são mitos

É muito comum ainda hoje, apesar de todo caminha já percorrido pela ciência, haverem pessoas que acreditam em deuses. Os deuses mais antigos sempre foram substituídos por novas crenças ao longo da história humana e apesar do número de pessoas que se assume religioso ou participante de algum tipo de seita ou culto religioso ter diminuído dramaticamente, os dogmatismos instigados pela fé religiosa seguem na sociedade moderna.

Um destes dogmas é a Justiça Divina. Algo que muitos acreditam, em diversas formas, que existe algum tipo de punição sobrenatural para quem pratica atos de maldade. Apesar de não haver nenhum indício de que algo assim possa existir ou ocorrer, a crença de que de alguma forma as pessoas que fazem mal a outras são punidas faz parte da crença popular, e frequentemente as pessoas acabam dispensando problemas reais, em função de acreditar que, apesar de elas não fazendo nada para impedir alguém de fazer o mal, uma entidade sobrenatural irá fazer este papel. Ignorando completamente todas as demonstrações de que inclusive, entidades religiosas são em muitos casos as maiores causadores de malefícios para as pessoas.

Outro Dogma religioso muito comum é o do Livre Arbítrio. A noção de que as pessoas tem a capacidade de escolherem e tomarem decisões pelas quais elas podem ser punidas, e veja que na religião, a questão da punição e muito importante, pois é com a ameaça de punição que os religiosos se apegam para seguir a crença e é a mesma coisa que ajuda os pastores, padres e monges para ameaçarem seus rebanhos. Estudos porém demonstram exatamente o contrário, afinal, ninguém tem a informação completa de tudo para poder de fato tomar uma decisão completamente consciente, portanto cada suposta decisão tomada, é na realidade já de certa forma pre-definida a partir da vivência e conhecimento adquirido por aquele determinado indivíduo ou aquele determinado organismo.

Eu recentemente fiz um vídeo falando sobre estes dos tópicos, que compartilho com vocês abaixo.

Eu já havia escrito um texto sobre o argumento falho do Livre Arbítrio aqui para o Revista Internet, se quiserem ler, está aqui o post.