Fake News o enorme problema da atualidade

Com a facilidade de publicar qualquer coisa em qualquer lugar, a Internet se tornou de muitas formas uma ferramenta de propaganda. O grande prolema é que ao invés de ser utilizada para propagar informação e ampliar comunitariamente o conhecimento da civilização, surgiram também na Internet as pessoas que utilizam as ferramentas de publicação de conteúdo para publicar desinformação.

Talvez um dos maiores grupos disseminadores de notícias falsas sempre tenham sido os religiosos, que publicam como se fossem verdades lendas religiosas de todo tipo e fazem pessoas que não estão acostumadas nem com o pensamento crítico, ou seja, questionar o que está sendo transmitido como informação, assim como também desconhecimento sobre os avanços científicos, estas pessoas são facilmente submetidas a receber interpretações rasas das coisas e em muitos casos estão acostumadas a terem outras pessoas pensando por elas, sejam patrões, generais, sejam pastores, a vida de um grande grupo de pessoas não gira em torno de debater ideias e nem de questionamento sobre dados e fatos e sim sobre agir apenas quando são solicitadas ou mandadas.

O pensamento crítico é algo que nem toda escola tem o costume de incentivar, muitas vezes por falta de recursos, e em muitos casos, pessoas mais antigas, estas tiveram menos ainda chance de terem uma educação que as levasse ao pensamento crítico. Todas estas pessoas porém estão agora na Internet e podem ser facilmente alvejadas por campanhas publicitárias.
É justamente neste momento que as informações falsas se tornam um perigo pois elas ganham um poder de mudança de pensamento de manada. Através de sistemas robotizados e de publicidade disfarçada é possível mudar a compreensão de um grande grupo de pessoas e isso acaba por sua vez interferindo na sociedade como um todo.

Na antiguidade, ninguém poderia interpretar a bíblia a não ser os sacerdotes, e antes disso ninguém poderia interpretar os sinais "divinos" sem ser os curandeiros, portanto, sempre houve interesse de alienar outras pessoas para obter poder. No mundo moderno, locais como o Iran, Iraque, a primeira coisa que o Estado Islâmico fez foi cortar a comunicação das pessoas com o resto do mundo, impedir mulheres de ter acesso a escola, e cortar diversos tipos de matérias das escolas assim permitindo apenas estudar o livro sagrado da religião deles. Na China, acontece o mesmo, com o maior Firewall do mundo, a China impede notícias do próprio pais de serem propagadas para o mundo e impede informações de fora do país de entrarem, mantendo a população muito desinformada. Vimos isso recentemente quando a Pandemia do Covid surgiu e palavras chave como "pandemia" e "covid" começaram a ser sistematicamente bloqueadas na Internet Chinesa.

Nos Estados Unidos assim como no Brasil estas estratégias foram amplamente utilizadas em campanhas políticas. A disseminação de notícias falsas, falando mal de adversários, em conjunto com notícias falsas enobrecendo incorretamente o candidato acabaram culminando em eleger pessoas completamente inaptas ao cargo.
A diferença básica é que o governo Estadunidense tem ferramentas  muito mais eficientes em gerir e garantir que o pais possa seguir agindo mesmo "sem cabeça" enquanto que no Brasil, a eleição de Bolsonaro culminou em uma tragédia sem precedentes para a economia, para os direitos dos trabalhadores e agora com a pandemia, após ultrapassar mais de 60 mil mortes se torna claro que as Fake News tem um papel importante em ter posto no poder um presidente absolutamente incompetente.

Uma das ações mais importantes então se torna fazer uma investigação para que se possa descobrir quem foram as pessoas e as empresas que contrataram e pagaram pela disseminação destas notícias falsas, afinal, cada centavo gasto com uma campanha pró Bolsonaro é uma doação de campanha não informada. Embora estas empresas e pessoas tentem agora tapar seus rastros, as empresas que receberam estes valores e que produziram estas campanhas não podem apagar estes dados.
Portanto está tudo guardado e registrado e só o que precisa mesmo é fazer uma verificação para descobrir quem estava por trás de disseminação de notícias como "mamadeira de piroca", "kit gay", entre outras mil barbaridades que foram publicadas extensivamente em campanhas e até mesmo em websites pro Bolsonaro durante as campanhas presidenciais.

O que define o que é falso ou não é basicamente a realidade. Quando uma notícia é falsa, ela pode ser facilmente verificada, como foram os casos até mesmo dos currículos mentirosos de ministro do governo Bolsonaro como a Damares, o Weitraub entre tantos outros.
Acontece que quando as pessoas estão em um bolha na Internet, ou seja, quando as pessoas estão conectadas apenas com pessoas que querem ou que tem o mesmo interesse, fica mais difícil de conseguirem ficar sabendo que aquelas informações são falsas.

Gabriela Priolli fez um vídeo muito interessante sobre toda a questão política que envolve os escândalos das Fake News do Brasil. Com uma linguagem de fácil compreensão, vale a pena conferir.

 

o que é importante ressaltar é que todos evidentemente tem direito a ter sua opinião e dar sua opinião, mas não podem dizer que suas opiniões são fatos, sem serem. É fundamental que as pessoas consigam distinguir o que é verdade e o que é falso e o que é opinião, assim como é fundamental poder questionar toda e qualquer opinião sobre o embasamento factual por trás destas opiniões.
Um exemplo clássico é o da Terra Plana, muitas pessoas tem opinião formada de que a Terra é Plana, porém no momento que se começa a investigar e fazer pesquisas, estas opiniões caem por terra, pois sempre o que se irá constatar é que a terra é uma bola, assim como todos os demais planetas no sistema solar.
Questionar é fundamental, ainda mais quando sabemos que a verdade é outra, muitas vezes oposta do que o interlocutor de Fake News está disseminando.