Demarest debate inovação e diversidade no mercado de trabalho

Especialistas em D&I discutem também ações necessárias para combater discriminação e criar oportunidades de trabalho para profissionais LGBTQIA+

 

Nesta quarta-feira (dia 29), às 18h, o Demarest Advogados vai realizar o webinar “Inovação e Diversidade no mercado de trabalho”, com o lançamento de uma cartilha de letramento sobre como ser uma pessoa companheira das lutas da comunidade trans, como parte das atividades programadas para ocorrer no mês em que se comemora a visibilidade às questões LGBTQIA+.

O evento será híbrido e terá a participação de especialistas em D&I (Diversidade e Inclusão), além de profissionais do Demarest que atuam diretamente relacionados ao tema, como integrantes do D Mais, iniciativa que surgiu em 2018 para construir um ambiente que valorize cada vez mais a diversidade e permita o acesso e permanência desses profissionais no escritório.

As atividades têm apoio do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, entidade que reúne mais de 150 empresas do país comprometidas com o respeito à população LGBTI+, entre elas o Demarest Advogados.

Participam do debate o advogado Cesar Rossi Machado, sócio do Demarest e também sponsor do D Mais, grupo criado há quatro anos para apoiar questões LGBTI+ no escritório; a produtora cultural Lua Mansano , fundadora do projeto TransLinkedIn, Thomas Nader, supervisor de pessoas no Mercado Livre, além da advogada Gabriela Augusto, sócia-fundadora da consultoria Transcendemos. Os três convidados são especialistas em D&I e foram nomeados Top Voices pelo LinkedIn.

Para participar do seminário, é preciso fazer a sua inscrição aqui.

O evento vai discutir o impacto da diversidade no mercado de trabalho, além de como as empresas e o setor jurídico podem incrementar suas ações e iniciativas para ampliar as oportunidades para profissionais LGBTQIA+.

Diversos estudam já mostraram que empresas mais diversas conseguem aumentar a criatividade e a inovação no ambiente de trabalho; diminuir a rotatividade, melhorar a imagem junto a colaboradores, fornecedores e clientes; reduzir conflitos; e atrair e reter talentos. Como resultado, essas companhias têm melhor desempenho financeiro em relação às demais.

 

Cartilha

Durante o evento, será lançada a cartilha de letramento “Como ser uma pessoa companheira das lutas da comunidade trans”, realizada em parceria com o projeto, #TransLinkedIn. Esse projeto surgiu em 2021, como uma hashtag para rastrear e demarcar o conteúdo de pessoas trans e travestis no LinkedIn, e se tornou uma rede de apoio para a comunidade trans e travestis em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Também é um meio para facilitar o acesso de empresas e pessoas recrutadoras engajadas na transformação da sociedade.
“Esperamos que essa cartilha seja mais uma contribuição do Demarest para a sociedade e principalmente para as pessoas cisgêneras, que poderão aprender sobre vivências e trajetórias das pessoas trans e travestis”, diz Bruna Gallo, coordenadora de Recursos Humanos do Demarest.
Para o advogado Cesar Rossi Machado, sócio do Demarest e líder do D Mais, “a cartilha é extremamente importante, porque somente o conhecimento proporciona um ambiente mais seguro e acolhedor no mercado de trabalho”.
Distribuída em tópicos que ajudam a difundir conceitos relacionados à identidade sexual, orientação sexual e identidade gênero e desmistificar preconceitos em relação ao HIV e à Aids, a publicação ficará disponível no site do Demarest.

 

Para contribuir para a socialização e o acolhimento das pessoas trans, um dos tópicos da cartilha orienta sobre o que não dizer/fazer e o que dizer/fazer para respeitar e tornar os ambientes de trabalho mais inclusivos.

 

A publicação também conta a história do movimento trans no Brasil e destaca as suas principais conquistas:
• Nome social de pessoas trans e travestis deve ser respeitado como direito da dignidade da pessoa humana;

• Retificação de prenome e sexo feita diretamente no cartório;

• Ambulatórios de saúde pública para tratamento hormonal de pessoas trans;

• Cirurgia de transgenitalização e mastectomia masculinizadora pelo SUS (Sistema Único de Saúde);

• A transexualidade é retirada da classificação de doenças mentais pela OMS (Organização Mundial da Saúde);

• Programas de trainee exclusivos para pessoas trans;

• Aposentadoria de acordo com o gênero que se identificam;

• Cotas específicas para pessoas trans em concursos públicos;

• Políticas públicas para a inserção de pessoas trans e travestis no mercado de trabalho;

• Aprovação do projeto que criminaliza a transfobia e a LGBTfobia (PL 7.582, de 2014), que diz ser crime “praticar, induzir, ou incitar a discriminação ou preconceito” em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero de qualquer pessoa.