Como normas sociais surgem espontâneamente

Texto abaixo é uma tradução do artigo publicado no Science Daily

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Na Universidade da Pennsylvania surgiu uma explicação científica de como as normas sociais surgem. Aparentemente a observação do estudo se aplica a muitos dos elementos sociais, desde a escolha para nomes de bebês como também a normas de conduta no ambiente de trabalho podem surgir expontânemanete, aparentemente do nada, sem nenhuma força externa.

Para entender como surgem as normas sociais Damon Centola e Andrea Baronchelli inventaram um jogo web que recrutava participantes de todo o mundo utilizando publicidade online (banners em websites).

Quinze anos atras o nome "Aiden" era raramente utilizado e nem aparecia no radar de nomes de bebês na America. Aparecia n rank 324º nos cadastro do Social Security. Menos de uma década depois o nome se tornou um grande favorito. Subindo para os Top 20 por mais de cinco anos.
Equanto uns podem atribuir sua populariedade ao personagem do "Sex and the City", um novo estudo feito na University of Pennsylvania pelo Damon Centola providenciou uma explicação científica de como convenções sociais podem surgir expontâneamente. O estudo realizado explorou como e de que tamanho populações chegam em um consenso.
As descobertas implicam em tudo desde compreenção de por que diferentes partes do pais utilizam palavras diferentes para a mesma coisa, até a explicação de como normas sociais de direitos civis tem se espalhado e ganhado tração nos Estados Unidos.

O artigo, "The Spontaneous Emergence of Conventions" estará presente na edição de Proceedings of the National Academy a partir desta primeira semana de Fevereiro.

"Nosso estudo explica como certas ideias e comportamentos podem ganhar raiz e de repente surgirem como as ganhadoras" - Disse Centola. "É uma concepção enganada muito comum de que este processo depende de agum tipo de liderança, ou media centralizada, para coordenar a população. Demonstramos que pode acontecer a partir de nada mais do que as interações normais de pessoas em redes sociais".

Para entender como as normas sociais surgem, Centola e Baronchelli inventaram um jogo web e recrutaram participantes do mundo todo utilizando publicidade online. Em cada partida do "jogo do nome", participantes eram pareados, exibidos uma fotografia de um rosto humano e tinham de dar um nome para a pessoa da foto. Se ambos os jogadores apresentassem o mesmo nome, ambos ganhariam uma pequena quantia em dinheiro. Se eles falhassem perderiam dinheiro e poderiam ver a resposta que a outra pessoa havia dado. O jogo poderia continuar até  40 rounds.

Embora a estrutura do jogo se mantivesse a mesmo por todo o experimento, os pesquisadores queriam ver e mudando a forma como os jogadoes intergiram uns coms os jogos iria interferir na forma com que o grupo chegaria em um consenso.

Eles começaram com um jogo de 24 jogadores, cada um ocupando uma posição na rede social online. Os participantes não sabiam de sua posição, não sabiam com quem estavam jogando e nem quantas pessoas estavam participando no jogo.

Centola e Baronchelli testaram os efeitos de tres diferentes tipos de redes.

Na versão da rede "geográfica" os jogadores interagiam repetidas vezes com quatro de seus vizinhos próximos criando uma vizinhança. No jogo do "pequeno mundo" participantes permaneciam interagindo com quatro jogadores, mas os jogadores eram escolhidos aleatóreamente da rede. E na opção "mistura aleatória" jogadores não tinham limites para quatro parceiros, inves disso jogadores cada novo round era jogado com um parceiro escolhido aleatóreamente da rede.

Durante o processo do jogo, os pesquisadores observaram padrões claros em comportamento das pessoas que distinguiram os diferentes tipos de redes.

Nas versões geograficas e pequeno mundo do jogo participantes facilmente coordenavam com seus vizinhos, mas eles não eram capazes de se organizar a ter um vencedor geral para o nome dentro da população. Inves disso alguns nomes surgiram como opções populares competindo umas com as outras, todos buscando dominar por instância sem nenhuma concordância global.

Por outro lado, no jogo de mistura aleatória a principio parecia que nenhum vencedor iria surgir, já que jogadores sugeriam nome após nome, tentando combinar com as opções dos seus parceiros passados, com pouquissima esperança de sucesso.
Porém após apenas um punhado de rodadas todos concordavam com o mesmo nome.

"Consenso surgiu expontâneamente do nada", disse Centola. "No começo foi um caos, todos dizendo coisas diferentes e nenhuma pessoa poderia coordenar, e de repente todas as pessoas que não haviam interagido uns com os outros estavam todos utilizando as mesmas palavras".

Os resultados experimentais são equivalentes ás pesquisas com modelos matemáticos de como estruturas podem influenciar o processo de coordenação social. O modelo de mistura aleatória havia previsto que um nome seria o vencedor, um conceito que os físicos chamam de quebra de simetria.

"Ficamos shocados em como o comportamento humano se equivaleceu nossos modelos", disse Centola. "Mas nós também estávamos nervosos. Funcionou tão bem da primeira vez que achamos que era uma casualidade".

Porém os resultados seguiram iguais independente de como o jogo era jogado, com 24, 48 ou 96 jogadores.

Os pesquisadores observaram que a consistencia das descobertas durante experimentos repetidos sugere que seu experimento pode ser escalado infinitamente demonstrando então como convenções sociais surgem em grupos muito grandes como por exemplo países.

As descobertas também demonstram como o processo de consenso pode ser manipulado ajustando como os participantes interagem uns com os outros durante o processo do jogo.

No seu próximo projeto os pesquisadores querem alterar as propriedades do experimento para ver como com algumas pequenas coordenadas individuais, que Centola chama de "minoria comprometida" pode alterar e mudar o consenso de uma norma para outra.

As descobertas certamente terão grande valor no mercado de marketing e até mesmo nas campanhas políticas onde legisladores querem alterar uma norma social ou outra.