Brasil avança e Irã, Cuba e China recuam na liberdade online

A liberdade na internet sofreu retrocessos em muitos países, com destaque para Irã, Cuba e China, mas também fez alguns avanços no Brasil, em nações sacudidas pelas revoltas da Primavera Árabe e em meio à instabilidade política, revelou um estudo publicado nos Estados Unidos.

O Brasil aparece com o status de país "livre" no uso da web na pesquisa do grupo Freedom House, com destaque para "ganhos significativos na expansão do acesso à internet

O Brasil aparece com o status de país "livre" no uso da web na pesquisa do grupo Freedom House, com destaque para "ganhos significativos na expansão do acesso à internet e do uso de telefones celulares nos últimos anos" e para um aumento notável de "atividade social e participação cívica na internet".

Mesmo com a ressalva de que o país "continua a enfrentar baixa penetração na internet e exclusão digital devido a problemas de infraestrutura, desigualdade social e baixa educação, entre outras razões", a pesquisa, que abrange o período de janeiro de 2011 a maio de 2012, destaca que "o governo federal tem executado algumas políticas nos últimos anos para remediar" estes problemas.

No entanto, apesar de ter uma enorme população de usuários da internet, o país "ainda está atrás de muitos países em desenvolvimento em termos de penetração relativa da internet, com 45% da população com acesso à web em 2011", lamenta.

Avanços em relação à libedade na internet foram registrados em 14 países, entre eles alguns com "uma mudança dramática de regime ou abertura política", como Tunísia, Líbia e Mianmar. Também se destacaram menores restrições em outros países como Geórgia, Quênia e Indonésia, onde o informe relata "uma crescente diversidade dos conteúdos e menos casos de detenção ou de censura do que nos anos anteriores".

No total, 14 países foram classificados como "livres" e 20 foram rotulados de "parcialmente livres".

O informe destaca que a China, que tem a maior população mundial de usuários da internet, também tem "o sistema de controle mais avançado", que se tornou "mais restritivo" e serve de modelo a governos como o de Belarus, Uzbequistão e Irã.

Fonte: Exame Abril