A importância do Passaporte da Vacina

A epidemia que estamos enfrentando é diferente do que presenciamos nos últimos 100 ou mais anos na humanidade. A doença causa danos gravíssimos a saúde, isso quando não leva a óbito. O ser humano não tem, de forma natural, imunidade alguma, nenhuma resposta corporal para o vírus, portanto a infecção pode em muitos casos ser letal.

Apesar de que em alguns lugares do mundo a vacinação esteja já bem avançada, a vacina não significa que a pessoa está imune, e sim que a pessoa vacinada está protegida. Esta proteção varia de acordo com a idade, outras comorbidades, enfim, não é algo absoluto e apesar de ser o que está impedindo as pessoas de morrerem, ainda assim, mesmo após estarem vacinadas, algumas pessoas podem ainda assim virem a ter complicações graves.

Existem pessoas que equivocadamente querem o direito individual de não tomarem a vacina. Por que fazem isso?
Em muitos casos foram enganados a pensar que a vacina pode ser algo ruin, ou algo que possa fazer mal no seu organismo. Esta premissa está errada, mas já vem sendo utilizada fazem alguns anos por diversas seitas religiosas, que buscam de toda forma atacar a eficiência da ciência, custe o que custar, inclusive a vida dos seus fiéis.

O problema está justamente na falta de compreensão de que se uma pessoa não se vacina, ela pode estar, além de mais sucetível a se infectar, mas também mais sucetível a infectar outras pessoas, principalmente se for uma pessoa assintomática.
Uma pessoa não vacinada, transitando livremente entre outras pessoas, assintomática, pode vir a contaminar muitas outras pessoas, principalmente se estas pessoas estiverem transitando em ambientes fechados ou ambientes de convívio, como é o caso de muitos dos ambientes de trabalho, lazer, recreação, compras, etc.
Basicamente, a grande maioria dos ambientes de circulação social, são ambientes que comportam e contém algum tipo de aglomeração de pessoas, e independente do local, por mais que medidas sejam tomadas para prevenção individual, os longos períodos de convívio são determinantes, as vezes uma ação errada, como por exemplo coçar o nariz e depois abrir uma porta, pode estar transmitindo o vírus para todas as pessoas que posteriormente utilizarem aquela mesma macaneta.

Para evitar todo tipo de problema e principalmente que o virus se espalhe, além da vacinação que é fundamental, também é muito importante impedir que pessoas que não se vacinaram, frequente os lugares onde aglomerações ocorrem, como por exemplo ambientes de trabalho, festas, restaurantes, enfim.

A liberdade individual de uma pessoa não pode afetar o coletivo, ou seja, se uma pessoa não quer se vacinar, ela pode evitar de ir aos postos de saúde mas, sem a vacinação, para proteção dos demais cidadões da sociedade, ela precisa ser impedida de poder frequentar os lugares onde ela pode se tornar um risco em potencial. Como fazer isso? Através do passaporte de vacinação, ou seja, você comprovando que está devidamente vacinado, você pode transitar com maior liberdade.

Quando você ver ou ouvir alguém dizendo que não quer se vacinar, considere também em impedir que esta pessoa frequente sua casa, e principalmente, cuide onde estas pessoas estão transitando.

O passaporte da vacinação é fundamental para podermos, em algum momento do futuro, retormarmos uma sociedade livre e a convivência social humana tão importante para tantas atividades.

 

Talvez o maior risco de todos em haver pessoas que não se vacinam é o surgimento de um nova variante do vírus, mais letal, mais transmissiva e sem proteção da vacina, criando uma nova onda epidêmica ainda maior.
As pessoas que decidem não se vacinar, que é algo que pode levar uns 10 minutos indo á um posto de saúde, estão sendo egoístas ao ponto de, para evitar uma picada de agulha, colocar em risco a vida de centenas de milhares de pessoas. É um desrespeito muito grande com a vida alheia.