Os vídeos acima demonstram uma faceta muito esquisita do ser humano.
Este experimento foi inicialmente realizado no inicio dos anos 60, este video acima é uma refação do mesmo experimento em 2009.
Ao serem testado, as pessoas acabam fazendo coisas horríveis por obediência à autoridade. É chocante ver como alguém pode aplicar um choque, que se fosse real, seria letal, mas mesmo tendo esta percepção, continuam a aplicar os choques.
Assim como no inicio dos anos 60, os resultados da pesquisa realizada em 2009 gera resultados bastante similares.
Será que não estamos conformados demais, e deixando responsabilidade demais nas mãos de supostas autoridades? Será que simplesmente por usar um terno, ou ter um cargo no governo, ou fazer parte de alguma religião, as pessoas não se tornam autoridades sem realmente ter a capacidade de decidir o que é melhor?
Por que confiamos na autoridade, quando sabemos que sua decisão está errada?
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Repete-se uma controvertida experiência. Mas que alimenta uma saudável reflexão.
Só desafia a autoridade quem tem valores. Não valores abstratos, mas valores advindos da capacidade de sentir, de colocar-se no lugar do outro – seja o outro um ser humano ou não. Afinal, todos os dias milhões de animais são torturados em experimentos, a título de estarmos servindo a uma autoridade superior – a “Ciência”. O princípio ético do “não faça a outros o que não queres que te façam” – este sim, superior – é facilmente relegado até por pessoas que se dizem religiosas. E nossos códigos sociais continuam a alimentar esse incapacidade de ter empatia, de colocar-se na pele de quem sofre as consequências do inividualismo frio e massivo.
José Lutzenberger propunha que, para começar, parássemos de chamar governantes de “as autoridades”. Não são autoridades, são administradores públicos – a quem se deve respeito, mas não obediência cega. Em seu livro Garimpo ou Gestão ele inclusive compõe uma belíssima reflexão sobre a mentira da “neutralidade ética” (e emocional) da Ciência.
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José Lutzenberger propunha que, para começar, parássemos de chamar governantes de “as autoridades”. Não são autoridades, são administradores públicos – a quem se deve respeito, mas não obediência cega. Em seu livro Garimpo ou Gestão ele inclusive compõe uma belíssima reflexão sobre a mentira da “neutralidade ética” (e emocional) da Ciência.
Eu já to quse terminando o livro, falta tão pouco! Estou aprendendo muito!